As contas que deixaram de bater certo
A Alder & Hide faz o mesmo tote bag em lona encerada e couro desde que a Marisol Ferreira abriu a oficina, há onze anos. É a mala que os clientes pedem pelo nome, a que sustenta o resto da colecção em qualquer feira. No fecho de contas do ano, a filha, Noor, que trata da papelada, reparou em algo estranho: a margem do tote tinha caído de perto de 38% para 24% — sem o padrão de corte ter mudado, sem novo fornecedor, sem a oficina ter mudado nada na forma como a mala era feita.
"Não fazia sentido nenhum", disse a Marisol. "Continuávamos a vender ao mesmo preço, a cortar o mesmo padrão. Só as contas é que já não batiam."
Os nossos heróis
Marisol Ferreira
Dona e artesã de couro. Corta o mesmo padrão de tote há onze anos — nunca tinha visto a margem descair assim.
Noor Ferreira
Filha da Marisol. Trata das contas e foi a primeira a reparar na margem a encolher.
Tobias Lund
Cortador. Trabalha o mesmo couro todos os dias, sem nunca verificar o preço.
Grace Odell
Fornecedora de couro. Cada factura sua, sozinha, parecia sempre razoável.
Um aumento invisível, dividido em fatias pequenas
Não houve fraude nenhuma, nem erro de conta. O couro tinha simplesmente subido de preço — mas não de uma vez, num salto que desse para notar. Subiu em fatias pequenas, factura a factura, ao longo de seis meses: uns cêntimos aqui, uns cêntimos ali, sempre dentro do que parecia a variação normal de qualquer fornecedor. Ninguém guardava as facturas antigas ao lado das novas para comparar — porque porquê havia de guardar, se cada aumento sozinho não assustava ninguém?
Só quando a Noor pousou a factura de Janeiro ao lado da de Junho é que os dois números, frente a frente, contaram a história toda: mais 38% no preço do couro, sem que ninguém tivesse dado por isso a acontecer.
Como o Top 10 de variação apanha isto sem comparar uma única factura à mão
A Alder & Hide já registava os preços das matérias-primas no BOMCost há mais de um ano — sobretudo para saber o custo de cada mala, não para vigiar fornecedores. Foi ao abrir a aba "Análise" e clicar em "Top 10 de variação de preços" que a Noor viu, sem alinhar factura nenhuma à mão, a lista ordenada da maior para a menor subida: Couro, +38%, logo no topo — muito à frente de qualquer outra matéria-prima da oficina.
Não foi preciso adivinhar onde procurar nem reconstruir seis meses de facturas de uma gaveta: os preços já estavam todos registados, e só faltava perguntar ao BOMCost "o que subiu mais?".
Imagem meramente ilustrativa
Ordenado sozinho, da maior para a menor variação — sem comparar facturas à mão, uma por uma.
De volta à margem que devia ter
Com o número à frente dos olhos, a Marisol já sabia com quem falar e sobre o quê: fechou com a Grace uma compra maior, a um preço melhor por peça de couro, e ajustou o preço do tote pela primeira vez em três anos. No fecho de contas seguinte, a margem estava de volta perto dos 36%.
Hoje, o "Top 10 de variação de preços" é revisto todos os meses na Alder & Hide — não à espera de outro susto no fecho de contas, mas para apanhar o próximo aumento fatiado antes de ele chegar a valer quarenta por cento.
O "Top 10 de variação de preços" faz parte do BOMCost, onde a Alder & Hide também organiza o seu catálogo de matérias-primas, calcula o custo de cada mala face aos preços actuais, e vê a evolução de qualquer preço num gráfico — tudo a partir do mesmo histórico.
A tua margem também pode estar a fugir em fatias pequenas?
Uma oficina de couro, uma metalomecânica, uma linha de produção pequena — o Top 10 de variação de preços funciona da mesma forma, sobre as tuas próprias matérias-primas e as tuas próprias facturas.
Experimentar sem registo →